Tem onda, tem rampa e tem medalhas para o Brasil nas Olimpíadas de Tóquio

Os Jogos de Tóquio (JP) começaram oficialmente no último dia 23, um ano após a data prevista, que inicialmente era 24 de julho de 2020.

A 32ª edição das Olimpíadas foi adiada devido a pandemia do Covid-19, que impactou diversos setores em todo mundo, entre eles, a organização do evento e também a preparação dos atletas. E seus 124 anos de história moderna, os Jogos nunca haviam sido adiados, embora tenham sido cancelados em 1916, 1940 e 1944, durante as duas guerras mundiais e em 1980 e 1984, onde à Guerra Fria afetou os Jogos de verão de Moscou e Los Angeles.

As Olimpíadas seguem até o dia 8 de agosto. Já as Paralímpiadas ocorrerão entre os dias 24 de agosto e 5 de setembro também na capital japonesa. Em sua 23ª participação no maior evento esportivo do mundo, o Brasil conta com 302 atletas olímpicos e 253 atletas paralímpicos.

Uma das boas novidades desta edição foi a inclusão do skate e de surf entre as cinco modalidades que estrearam nestas Olimpíadas. A aprovação por unanimidade partiu do Comitê Olímpico Internacional (COI), que enxergou nos dois esportes, uma forma de atrair o público mais jovem para os jogos, e eles estavam certos! As duas modalidades têm gerado audiências recordes, inclusive - e especialmente - no Brasil.

Skate e a bandeira olímpica (Foto: André Durão)Skate e a bandeira olímpica. Foto: André Durão

Embora a decisão de participar dos Jogos tenha dividido opiniões no cenário do skate e também do surf por aqui, é indiscutível que estes esportes têm muito a crescer com esta conquista.

No skate, 12 atletas foram para o Japão representar o Brasil nas modalidades Street e Park. Na categoria Street – composta por elementos que simulam a paisagem urbana, como bancos, corrimãos e degraus, o paulista do Guarujá Kelvin Hoefler entrou para história ao conquistar a primeira medalha brasileira no skate e também, a primeira do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio. A prata conquistada por Kelvin não foi a única a levar o Brasil inteiro à delírio no último final de semana. A “fadinha” Rayssa Leal, de apenas 13 anos, arrepiou toda nação com sua conquista repleta de talento e graciosidade. Letícia Bufoni, Pâmela Rosa, Felipe Gustavo e Giovanni Vianna completaram o time brasileiro nessa categoria.

Reprodução Instagram @cbskskate Reprodução @cbskskate

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Já na modalidade Park – que reúne elementos construídos como rampas e bowls  - os representantes verde-amarelos serão: Isadora Pacheco, Dora Varella, Yndiara Asp, Pedro Quintas, Luiz Francisco e Pedro Barros. As disputas dessa categoria estão marcadas para os dias 03 e 04 de agosto.

Na água, tivemos show de surf em condições de ondas difíceis para os brasileiros, especialmente no primeiro dia de competições. Os quatro representantes do país foram: Silvana Lima, Tatiana Weston-Webb (segunda colocada no ranking mundial entre as mulheres), Gabriel Medina (o primeiro na liga entre os homens) e Ítalo Ferreira, atual detentor do título mundial de surf e agora, primeiro campeão olímpico da história da modalidade. É isso mesmo! A primeira medalha de ouro para o Brasil foi conquistada pelo potiguar que voou alto no Japão e deixou acordado milhões de brasileiros na última madrugada ao vencer o japonês Kanoa Igarashi, que eliminou o paulista Gabriel Medina na semifinal, em uma bateria um tanto quanto questionável.

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Apesar de ter quebrado a prancha logo nas primeiras manobras e da torcida local contra, Ítalo não desanimou e comemorou muito a vitória ao lado de Silvana Lima, Tatiana Weston-Webb e de toda a delegação do Brasil, além de entrar para o rol de heróis olímpicos do país.

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Medina por pouco não fez uma dobradinha brasileira no pódio e acabou perdendo o bronze para o australiano Owen Wright. Já no feminino, a cearense Silvana Lima se despediu dos jogos olímpicos nas quartas de final, enquanto Tatiana Weston-Webb caiu nas oitavas.

Nós da Pipe, assim como boa parte dos brasileiros, estamos na torcida pelos skatistas que ainda estão no Japão e compartilhamos da alegria e orgulho de todos que estão acompanhando esses dois esportes, que até pouco tempo eram marginalizados no país, alcançarem esse patamar de profissionalismo e reconhecimento.

 

 

 

 


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